12.7.11


Há uns anos a minha vida levou-me a saber muito sobre patentes e propriedade intelectual e achei bonito o acordo a que chegámos. Emociona-me quando as pessoas se organizam para abdicar de liberdades pelo bem comum. Emociona-me o Contrato Social, a Revolução Americana, ou o Estado de Direito.

No caso da propriedade intelectual, atalhando, chegou-se à conclusão que, em troca de se tornar determinada ideia pública, o seu autor é pago de cada vez que a mesma for usada por alguém. O segredo deixou de ser a alma de negócio excepto para a Coca-Cola, que prefere não ter patente sobre a receita e mantê-la secreta (mas tem patente sobre a garrafa, claro).

E daqui para os direitos de autor. Só há pouco (a propósito de uma banda de reformados que toca músicas de José Afonso) me apercebi da tristeza da situação do artista, ou da família do ex-artista, que não pode mais proibir que alguém, pagando, lhe reproduza a obra, seja com amplificação eléctrica ou flautas de Pã. Não pode proibir alterações à letra ou que seja cantada em implacável desafinação em programas de TV.

Entendo que era isto ou um fartar vilanagem de plágios, mas é um triste preço a pagar por não se poder confiar nas pessoas no geral.

Concluindo, Menina Limão (já chega de links), se nos estás a ler, não vale a pena chorar pelo blogue derramado. Estamos num mundo em que a propriedade é um dos Direitos Fundamentais, e o blogue é nosso, apesar de obra reconhecidamente tua. Se um dia achares que a Puta foi longe demais, podes sempre pedir-nos para tirar o teu nome ali de baixo, mas duvido muito que ela vá nisso. És um bocado nossa, também.

1 Comentários:

Blogger Menina Limão disse...

Nunca pensei que um cretino tivesse mais tacto que uma puta. :)
Eu compreendo, eu própria preciso de pink na minha vida. Além disso, continua giro, se é que não está mais.

12 de julho de 2011 às 14:12  

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