15.7.11

Lennon/McCartney

Quando a conheci, a Puta encontrou o momento certo, respirou fundo e, com um encolher de ombros desafiante, disse: sabes, eu não ligo a Beatles. Respondi-lhe que , ao contrário dos tópicos de uma lista que lhe tinha feito chegar, isso não era uma condição eliminatória de um futuro feliz desta relação, e expliquei que, só neste caso (o caso é a banda, não é a miúda), não tenho sentido de missão evangélica, pelo que não seria eu a chatear-lhe os cornos.

A única doença que prolifera pela comunidade quando se fala nos rapazes, é a que leva uma quantidade desesperante de gente a afirmar que, com a idade, descobriram o melhor dos Beatles no George Harrison, uma declaração burra e preguiçosa que prova que a idade faz mal aos indivíduos.

A única consequência admissível (e expectável) da passagem dos anos é a paz com Paul McCartney, que deve ser devidamente odiado na juventude e perdoado por ser quem é alguns anos depois. Sempre com a consciência, claro, de que o erro esteve sempre do nosso lado.

2 Comentários:

Blogger Annie disse...

amo isto!

8 de agosto de 2011 às 22:51  
Blogger maria disse...

adorei especialmente o primeiro paragrafo.

1 de março de 2013 às 12:17  

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